De quantas CULTURAS se precisa para sobreviver no século 21?


Highlight da semana de 03/02/2021 a 08 de fevereiro de 2022.


TEMA da semana:


De quantas CULTURAS se precisa para sobreviver no século 21?


Bem, depois de escrever sobre as Pessoas Certas e sobre as Empresas Certas, me lembrei de algo que sempre me assusta: a quantidade de livros e outras mídias falando sobre culturas organizacionais diferentes. Obviamente que cada um deles puxa a brasa para a sua própria sardinha, dizendo que é a cultura mágica que vai mudar completamente sua vida ou a do seu negócio, seja ele qual seja.


Algumas das culturas sugeridas que lembro são: cultura da inovação, do empowerment, da alta performance, do foco no cliente, de tarefas, de pessoas, de papeis etc. Acredito que uma pesquisa no Google pode trazer muitos outros complementos para a palavra cultura.


A definição de cultura é bem variada, dependendo do contexto em que ela seja aplicada, no caso da antropologia, que é o que nos interessa aqui, sigo a Wikipedia: "todo aquele complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro de uma sociedade" (Edward B. Tylor). Dessa definição abrangente vemos que as palavras que servem de acompanhamento ao temo cultura nos títulos das mídias sobre o assunto buscam especificação e diferenciação. Ou seja, os títulos vão do abrangente ao específico para tentar prender a sua atenção.


Enfim, o quero dizer é: para sobreviver ao século 21, precisamos reavaliar a nossa CULTURA. Reavaliar nossos conhecimentos, crenças, artes, moral (valores), leis, costumes e hábitos. Não há como melhorar algo específico e esperar que o "todo" mude radicalmente. Temos que abordar a cultura como um todo e readequá-la perante as mudanças que ocorreram nesse novo ambiente (o ambiente do século 21), especialmente pela influência tecnológica impulsionada pela pandemia.


As Empresas Certas precisam usar as Pessoas Certas nos lugares certos. Essas pessoas e empresas precisam ter suas culturas alinhadas para que as coisas funcionem na sua maior eficiência possível. A pandemia tornou evidente uma série de coisas que eram mantidas debaixo do tapete para não se sair da máxima de que a "função das empresas é, unicamente, maximizar o retorno aos shareholders" (Milton Friedman, 1970). Esse pensamento foi a base do capitalismo nas décadas posteriores aos anos 70 e ainda é presente em muitos lugares, mas a situação MUDOU! As empresas ganharam responsabilidade social com o ESG (meio ambiente, social e governança) que veio para ficar. É preciso oferecer "VALOR" aos consumidores, stakeholders e shareholders. Obviamente que os últimos, como donos, terão direito a partes dos lucros. A visão é voltada para o longo prazo e não mais para o curto, curtíssimo, prazo como era antes. Há muito mais envolvido agora e tudo fica mais complexo.


Além dessa mudança de visão por parte das organizações, a pandemia também trouxe à tona uma série de coisas que não iam bem para os trabalhadores (vide The Great Resignation). Não faz mais sentido seguir as crenças anteriores, nas quais a vida é assim mesmo, e o objetivo é se matar de trabalhar para simplesmente sobreviver e continuar ativo na corrida dos ratos. É preciso mais! Os trabalhadores não são mais meramente máquinas biológicas substituíveis, são pessoas, e como tal, possuem aspirações, objetivos e querem ter um sentido na vida.


A cultura das pessoas precisa se alinhar com a cultura das organizações, para que haja respeito mútuo e um processo de colaboração em busca do "VALOR" que realmente importa e transforma a vida dos consumidores. O que se deseja não é apenas vender, mas criar um relacionamento entre: parceiros - organização - trabalhadores - consumidores. Nesse contexto, não é sobre aumentar as benesses oferecidas aos trabalhadores, mas sim, criar uma conexão colaborativa onde todos estão no mesmo barco, procurando a melhor forma de resolver os problemas dos consumidores para tornar a vida deles mais fácil e boa. Isso não é "blá blá"! Sem adotar essa cultura, não será possível criar as organizações autoajustáveis que sobreviverão ao século 21!


Quando mudamos de produto/serviço para "valor", as coisas mudam de cara e passam a ser vistas sob a lente do BMC - Business Model Canvas. Passamos a ver as coisas sob a lente de ser realmente importante para o público e, com isso, criar um ecossistema com grandes resultados no longo prazo.


Sendo assim, a única cultura que precisamos (organizações e trabalhadores) é a cultura do empreendedorismo inovador. Uma cultura como a Startup YOU!


Se você ficou curioso, venha conversar com a gente...


O TechSocial, com seu conteúdo e serviços, pretende motivar as pessoas, independente de faixa etária e posicionamento na carreira, a encarar o desafio de sobreviver em um mundo BANI (Frágil, Ansioso, Não linear e Incompreensível).


A função do Highlight é mostrar a transdisciplinaridade e a interdisciplinaridade necessária para navegar no Ambiente 21 (A21), agregando os mais variados assuntos sob vários pontos de vista, para que você perceba as conexões que, muitas vezes, não estão muito claras.


#StartupSE e #insPIREse!


Um grande abraço e até a próxima semana...




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