• Heide Vanessa

O Outro Lado da Quarentena




Você já parou para pensar o que seu estilo de vida diz para o meio ambiente? Ou melhor, o que seu estilo de vida acarreta ao meio ambiente?


Bem neste post nós vamos conversar sobre o impacto da nossa presença e, consequentemente, nosso estilo de vida no meio ambiente. Começaremos por entender a definição de Pegada Ecológica, mas vocês já devêm ter ouvido falar sobre a terminologia “Pegada Ecológica?” oras! A Pegada Ecológica mede a quantidade de recursos naturais renováveis para manter nosso estilo de vida. Basicamente, tudo o que usamos para viver vem da natureza e mais tarde voltará para ela. Essa é a nossa Pegada (Disponível em: PegadaEcológica.org.br). Segundo a WWF, tal artifício é uma metodologia de contabilidade ambiental que avalia a pressão do consumo das populações humanas sobre os recursos naturais.

Direito imagem: Meio ambiente técnico

Nestes dias de distanciamento social, aos quais os cidadãos de várias nacionalidades e lugares distintos do mundo estão submetidos, venho observando o quanto calcular e conhecer nossa pegada ecológica é importante. Bem, até ser realmente necessário a maioria de nós não havia realizado ou percebido o quanto impactamos o meio em que estamos inseridos. Vale ressaltar que muitos nem mesmo percebem o quanto nossa existência no “Planeta Azul” é uma via de dois rumos. Uma espécie de toma lá dá cá em que atualmente estamos mais tomando do que fornecendo.


Mas o que tem a ver a quarentena nisso tudo? Vocês provavelmente devem estar se perguntando! Bem, para ilustrar a importância do da nossa pegada ecológica para o planeta trago alguns exemplos de cidades que observaram mudanças significativas em suas condições ambientais com a redução da circulação humana e, consequentemente, uma possível redução das marcas que deixamos no planeta.


Vamos começar por Veneza. Uma belíssima cidade italiana conhecida pelos inúmeros canais que cortam a cidade e por sua proximidade e interação com as águas oceânicas. Tanta beleza atrai muitos turistas à Veneza e acaba por impactar a região pela produção de resíduos e intenso aumento da circulação humana. Em dias de movimentada circulação humana os canais da cidade são vistos inundados por gôndolas e barcos de passeio que levam e trazem milhares de pessoas, entregam itens ou mesmo recolhem o lixo produzido. Consequentemente, a vida marinha não costuma muito dar as caras por ali. Entretanto nos últimos dias a mídia vem noticiando mudança na paisagem da pequena cidade histórica. Os canais antes lotados por embarcações repletas de turistas e moradores em um vai em vem frenético vem agora sendo ocupados por uma clientela bem mais pitoresca, digamos assim. Cines, golfinhos, cardumes de peixes e uma água de cor clara azul-esverdeada são as palavras usadas para descrever a pequena linda cidade nestes dias de quarentena.


Veneza em um dia de turismo normal. Foto: Arquivo pessoal.

E se ainda não estão convencidos sobre a mudança na paisagem, veja o que diz a Agência Espacial Europeia sobre os níveis de dióxido de nitrogênio na atmosfera italiana: “Novos dados do satélite Copernicus Sentinel-5P revelam o declínio da poluição do ar, especificamente as emissões de dióxido de azoto, sobre a Itália. Esta redução é particularmente visível no norte da Itália, que coincide com o seu bloqueio nacional para impedir a propagação do coronavírus.” (ESA, 2020)


Por falar em gases atmosféricos, efeito semelhante pode ser observado em São Paulo, uma das cidades mais populosas do Brasil, onde níveis de poluentes atmosféricos apresentaram uma redução visível nos dias de quarentena mostrando um limpo céu azul há muito não visto.


Na China dados de satélites da NASA (Agência Espacial Americana) mostram uma redução ainda maior nos níveis de poluentes presentes na atmosfera durante o período de quarentena. Sendo considerado um dos países mais poluidores do mundo pela presença de muitas indústrias e pelo tamanho da população, o país deve ter uma das maiores pegadas ecológicas do planeta, isso se considerado a maioria da população.


É difícil imaginar que o melhor momento para o meio ambiente é na ausência da presença humana, mas e se...


E se pudéssemos conviver com o ambiente de maneira segura para todos? E se fosse possível aproveitar o que a natureza tem a nos oferecer sem deixar marcas tão dolorosas nela? Pense e repense: é preciso deixar pegadas tão grandes?


Nós costumamos pensar que a natureza está aí para nos servir, mas e se fosse uma via de mão dupla! Podemos ter muito e ao mesmo tempo não ter nada. Bastou um pequeno ser microscópico aparecer para mostra o quão frágil é a vida humana e o quanto estamos desperdiçando a possibilidade de aproveitar o que a natureza tem de melhor para nos oferecer, um céu azul, uma água límpida e certeza que ainda temos muito para ver e viver.


Referências:


Agência Espacial Europeia, disponível em: https://www.esa.int/Space_in_Member_States/Portugal/Coronavirus_emissoes_de_dioxido_de_azoto_caem_sobre_a_Italia

ClimaInfo acesso 31/03/2020 disponível: https://climainfo.org.br/2020/03/30/o-ar-respiravel-da-quarentena-em-sao-paulo/

Pegada Ecológica, disponível em: http://www.pegadaecologica.org.br/2015/index.php

Worden H, Martínez-Alonso, S, Pan, L (2020) Covid-19 impact on asian emissions: insight from space observations, disponível: Published: https://www2.acom.ucar.edu/news/covid-19-impact-asian-emissions-insight-space-observations

WWF, disponível em: https://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/especiais/pegada_ecologica/o_que_e_pegada_ecologica/

Figuras:

http://meioambientetecnico.blogspot.com/2014/01/relacao-homem-x-natureza-interesses-e.html




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